1979

Eu nasci antes disso, aliás, amo ter nascido em 77. 

Acho um número lindo. 

Sou desapegada de bens materiais, mas lembranças como sons, gosto e cheiros estão sempre comigo. E pessoas que amo tem cheiros e musicas dedicadas a elas. 

Em 92, eu tinha 15 anos e era o auge do grunge. Estilo musical que amo até hoje. 23 anos depois, minhas musicas preferidas continuam as mesmas.

1979 era a música principal de um seriado que eu amava – Minha Vida de Cão -pasmem: o mocinho na época era o Jared Leto (e era ruinzinho, coitado). Mas mesmo tendo ele como o galã, eu sempre nutri uma certa adoração pelo Johnny Depp

E, hoje, dedico este post para a minhas tias Fernanda e Gilza, que estiveram comigo em uma das viagens mais mágicas que fiz na vida. Cada uma com seus sofrimentos, mas vivendo intensamente todas as excelentes oportunidades que estávamos tendo para sermos felizes. 

E como fomos felizes naqueles dias…

Conhecer a maior loja da Virgin na época e pode comprar o cd raríssimo dos Smashing Pumpkins e voltar pra casa sentindo o cheiro da Champs Elyseés foi memorável.

E minha primeira vez na Europa ficou  marcada por 1979… Mas foi em 1996.

With the headlights pointed at the dawn
We were sure we’d never see an end to it all

1979 – Smashing Pumpkins
  
  

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Ricota de Tofu

Depois do pé na jaca com o pralinê, bateu a necessidade de dar uma segurada na comilança essa semana. Lembrei de uma receita que eu adoro – ricota de tofu.

O nome não é nada atrativo. N.A.D.A

Mas o sabor… adoro.

Há um tempo, eu cismei que leite e derivados não estavam caindo bem para mim. E é óbvio, que a minha cara de pau não me permitia perceber que eu estava passando mal porque eu estava comendo muito queijo e bebendo muito leite. Para ver se eu me animava a seguir uma dieta de comidas orgânicas, no final de 2014, comprei o livro de receitas da Bela Gil e a receita dessa ricota passou batida. Até que ela deu a receita no programa.

Comprei o tofu já desacreditando na receita. Qual não foi minha surpresa em saber que é MUITO boa. Facílima. Barata (porque reeeeende). Saudável.

A receita está nesse vídeo aqui. Eu coloco os temperos que vou achando pela frente e nem sempre coloco o limão (mas fica mais gostoso com ele).

Fica divino com biscoito de arroz ou como recheio de sanduíche feito de fatias de pão de forma levemente torradas, folhas de alface e rúcula, azeite e nozes picadas.

Pralinê!

Eu sou uma brasileira que não gosta de carnaval, mas eu AMO festa junina. As danças, as roupas, brincadeiras, comidas (principalmente).

Depois de várias tentativas frustradas de ir em alguma, eis que num desejo desesperado de comer algo bem típico, lembrei do praliné que uma tia faz maravilhosamente bem. Mas o problema é que eu estou em SP e ela em BH.

Pedi a receita e fui pra cozinha.

E ó: pode copiar porque o trem ficou bom demais da conta, sô.

Já posso até ir pro farol fazer uma graninha extra!

Praliné:

01 pacote de meio kilo de amendoim

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“O sal é um dom”

Enquanto esperava dar a hora para um compromisso importante, entrei na FNAC. Uma das minhas Disneylândias preferidas. Disneylândia é o apelido carinhoso que meu marido deu a todos os lugares que fazem meus olhos brilharem – lojas de decoração, farmácias, papelarias, supermercados e livrarias.

Obviamente, fui direto para a sessão de gastronomia.

Meus olhos foram prontamente seduzidos pelo título: ” O sal é um dom“.

Que delícia de livro… foi escrito pela Mabel Velloso, escritora, irmã da Maria Bethânia e do Caetano Veloso. É um caderno de receitas da Dona Canô. Foi escrita de maneira leve, cadenciada, gostosa. Eu fui lendo as receitas e “escutando” uma vozinha carinhosa me explicando como fazer.

Bateu uma vontade louca de comer fruta-pão, jambo, mandioca, beiju, vatapá, caruru. Só riquezas da nossa terra.

Como a linguagem das receitas é a mais caseira possível, há um glossário. Eu adorei saber que:

  • azeite doce = azeite de oliva
  • capuco = milho verde
  • farinha de guerra = farinha de mandioca
  • machucar = amassar (machucar o alho)
  • rechear = refogar até chiar

Ah, sobre o título. Os filhos e netos da Dona Canô sempre pediam socorro a ela para aprender uma receita. . Certa vez, um de seus filhos a telefonou e no final da receita perguntou: “Mãe, e o sal?” e ela respondeu: “Ah, meu filho, o sal é um dom”.

Quer maneira mais gostosa de dizer o tradicional “sal a gosto”?

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Vício

Eu sou viciada. Em comida e bebida.

Adoro cozinhar, ler receitas, colecionar livros e cadernos de receitas. Experimentar, testar, errar e acertar.

Dizem que sou foodie porque sou simplesmente apaixonada por comida e todas as curiosidades que a envolvemMas eu sou mesmo é gulosa!

Comer é uma necessidade vital e social. Tenho sorte de vir de uma família em que o hábito de fazermos todas as refeições juntos é um hábito. Tudo é motivo para se estar reunido e apreciando uma boa comida, por mais trivial que seja.

Para quem é assim como eu, indico um livro fantástico: Viver é Comer – Um diário de amantes da gastronomia.

É daqueles livros que tenho vontade de sair presenteando as pessoas que são amantes da comida. Ele é escrito em forma de diário e para cada dia do ano, há um verbete. De uma forma muito gostosa, vou tendo acesso a histórias, receitas e curiosidades. Hoje, dia 20 de junho, fiquei sabendo da existência de uma bebida chamada leitelho, que é derivado da manteiga e parece não ser nada gostoso.

Prometo pesquisar sobre leitelho e trazer um pouco de informação sobre a bebida.

Bem vindos!

*update: leitelho é buttermilk. Realmente, não dá para beber. Mas é maravilhoso em receitas de bolos e doces.